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A Capcom precisa ter o reconhecimento que merece: erra pouco, entrega muito.

Atualizado: 19 de jun. de 2025


17/06/2025 por Cloud Strife



O cenário atual da Capcom é fruto de uma administração cuidadosa e decisões assertivas ao longo da última década. A editora japonesa, tradicional na indústria de jogos, conquistou um espaço de confiança entre os consumidores ao entregar produtos tecnicamente sólidos, respeitando suas principais franquias e apostando com precisão em novas tendências de mercado.

Desde 2017, com o “renascimento” de Resident Evil e a guinada da série Monster Hunter no Ocidente, a empresa passa por uma fase de reinvenção. Esse processo é sustentado por um ritmo constante de lançamentos e por uma gestão financeira cada vez mais eficiente, que permite à Capcom mirar em projetos mais ousados.


Jogos de sucesso da capcom

Lucros recordes sustentam a ousadia da Capcom.


No relatório financeiro mais recente, encerrado em março de 2025, a Capcom registrou seu oitavo ano consecutivo de lucro recorde. O resultado superou 169 bilhões de ienes em vendas e alcançou 65 bilhões de ienes em lucro operacional. Esses dados demonstram não apenas crescimento, mas consistência e previsibilidade.

Os recordes sucessivos se explicam pela combinação de relançamentos bem planejados, jogos inéditos com forte apelo e uma abordagem inteligente em marketing digital. Resident Evil, Street Fighter e Monster Hunter seguem sendo pilares, e o retorno financeiro dessas marcas permite que o estúdio explore projetos mais experimentais.


Capa do jogo Street Fighter

Resident Evil 4 e Monster Hunter Wilds como marcos recentes.


O remake de Resident Evil 4, lançado em 2023, representou um dos maiores acertos comerciais da Capcom. A nova versão ultrapassou 10 milhões de cópias vendidas em tempo recorde para a franquia, consolidando o modelo de remakes como uma frente relevante dentro da estratégia da empresa japonesa.

Em 2025, foi a vez de Monster Hunter Wilds reforçar esse posicionamento. Lançado em fevereiro, o jogo atingiu a marca de 10 milhões de unidades no primeiro mês, superando todas as projeções. O desempenho consagra a Capcom como uma desenvolvedora com domínio sobre seu público-alvo e capacidade técnica consolidada.


Wallpaper de Resident Evil 4


Kunitsu-Gami reflete o potencial inovador da Capcom.


Apostando em conceitos inéditos, Kunitsu-Gami: Path of the Goddess apresenta uma fusão entre ação, estratégia e folclore japonês. O jogo, lançado em julho de 2024, representa uma nova abordagem estética e mecânica. Mesmo com pouco apelo comercial, a qualidade da proposta se ressaltou: quem jogou, amou, mas ele não viralizou.


Arte de Kunitsu Gami

Dragon’s Dogma 2 e Exoprimal mostram limites e aprendizados.


Ainda que tenha enfrentado críticas quanto à monetização e performance no lançamento, Dragon’s Dogma 2 mostrou que a Capcom pode correr riscos moderados sem comprometer sua reputação. O sistema de combate, a construção de mundo e a liberdade no gameplay foram amplamente elogiados mesmo diante de controvérsias.

Na contramão, Exoprimal se apresentou como um caso de pouca adesão do público e curta longevidade. A proposta de multiplayer em ambiente de ficção científica e dinossauros não encontrou base sólida de usuários, e o modelo de live service enfrentou dificuldades para justificar seu conteúdo e engajamento contínuo.

Talvez aqui tenha uma “pequena” falha: todo mundo quer jogar Dino Crisis, e ele parece estar esquecido pela Capcom.


Arte de Dragons Dogma 2

2026 marca a chegada de novas propriedades intelectuais


Com o terreno consolidado por sucessos recentes, a Capcom volta seus olhos para o futuro com projetos inéditos. Pragmata, previsto para 2026, representa uma nova IP que mistura ficção científica, exploração e combate, prometendo ser um divisor de águas dentro do portfólio da empresa.

Também em 2026, Resident Evil Requiem surge como uma expansão narrativa da franquia, mas com abordagens inéditas em ambientação e estrutura. Além disso, a publisher mira em vários públicos, entregando muita tensão no gameplay em primeira e terceira pessoa,não vai ter desculpa para não jogar.

Ambos os projetos serão cruciais para medir o fôlego criativo da Capcom e seu preparo para navegar além das fórmulas consagradas, sem abandonar a qualidade reconhecida nos últimos anos.


Criança do jogo Pragmata


6 comentários


Adriano Valença
Adriano Valença
18 de jun. de 2025

Bom dia, boa tarde e boa noite! Então a Capcom melhorou muito nos últimos anos, criou uma Engine incrível para jogos mais fechados. Porém, errou muito em usar a mesma Engine para jogos "mundo aberto" como Dragons Dogma 2 e Monster Hunter Wilds, a performance desses jogos com essa RE Engine são ruins, atualmente o MH Wilds tem sofrido reviews bom na steam devido a performance. Como jogador veterano no MH eu tenho outras críticas, mas não cabem mencionar aqui. E por último, todo formulário que a Capcom lança eu sempre estou lá comentando o que pode melhor e principalmente pedindo uma coletânea dos MH do Nintendo 3DS e um novo Breath of Fire em HD-2D.

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Arthur Maboni
Arthur Maboni
17 de jun. de 2025

A firma tem o molho

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Juliana Bolzan
Juliana Bolzan
17 de jun. de 2025

Exemplo a ser seguido!!! Mesmo só gostando de Dragon's Dogma, reconheço como a empresa tem mandado bem.

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lucas maceda
lucas maceda
17 de jun. de 2025

É muito bom ver a capcom aos poucos trazendo as franquias clássicas de volta e lançando continuações muito boas, espero que ela pare de fazer vista grossa pros pedidos dos fãs de um Dino Crisis Remake

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Bruno Marques
Bruno Marques
17 de jun. de 2025

Capcom e estúdios orientais como um todo estão pondo o hashi na mesa e mostrando pro mundo que são os deuses dos videogames! Fuck america

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