[REVIEW] Vale a pena logar para SECURITY 51?
- Vai Logar Hoje?

- 27 de ago.
- 3 min de leitura
Atualizado: 28 de ago.
Por Lucas Barbosa
O VLH agradece a Alawar pelo envio da chave via PressEngine

PARABÉNS! Você foi selecionado para sua tão sonhada vaga de agente de segurança da Área 51! Seu trabalho inclui permitir ou negar a entrada e saída de cientistas e trabalhadores. Além de gerenciar o CENSURADO, auxiliar no desenvolvimento de CENSURADO e garantir que nenhum CENSURADO invada a CENSURADO. Salários e benefícios serão discutidos após seu primeiro expediente. E se você vir um homem de chapéu no canto da sua sala, NÃO interaja com ele! Chame a segurança imediatamente! Ele não é seu colega de escritório!
É nesse clima de mistério que Security 51 se apresenta, prometendo ser um Papers Please com temática sobrenatural que se passa em um dos lugares que mais inspira curiosidade: a Área 51.
Mas será que ele está a par do indie que fez tanto sucesso há mais de 10 anos atrás?

Vai subir? Vai descer?
Em Security 51, assumimos o papel de um segurança de elevador em um bunker secreto na área 51, que todos os dias recebe instruções de quem deixar subir ou descer do elevador. No primeiro dia devemos apenas fazer o “cara-crachá”, verificar se os dados dos documentos batem, se a pessoa é realmente quem está na foto, esse tipo de coisa. Ao final do expediente, você recebe seu salário baseado no tempo em que levou para atender todas as pessoas, e se cometeu ou não algum erro. Esse dinheiro será usado para recuperar sua sanidade e fome, que se degradam rapidamente, e em melhorias no equipamento para realizar suas tarefas de forma mais ágil.
Não demora muito para que as instruções fiquem estranhas, ao passar do tempo você tem que escanear as pessoas em busca de parasitas, e tirar fotos buscando seres sobrenaturais que as acompanham. Em alguns dias, você deve mantê-los em quarentena para pesquisa científica, e observar eventos estranhos que estão acontecendo acima de você, na cidade. Ao decorrer dos dias, fica difícil dizer quem ou o quê está na sua frente.
Inspirado na grande surpresa de 2013
Eu não sou o tipo de pessoa que costuma jogar o que gosto de chamar de “simuladores de CLT”, jogos em que a diversão está em literalmente trabalhar (já me bastam as 44 horas semanais em que me aventuro, em troca de moeda para comprar meus joguinhos eletrônicos). Dito isso, quando joguei Papers Please em 2018, fiquei apaixonado. Apesar de à primeira vista ser um jogo que pode parecer tedioso, fiquei totalmente imerso na pele do agente alfandegário da gloriosa Arstotzka, onde tinha como trabalho liberar ou proibir as pessoas de atravessar as bordas do país fictício. Logo, quando ouvi falar de Security 51, fiquei muito ansioso por outra experiência imersiva naquele nível, mas infelizmente esse não foi esse o caso. Ou pelo menos em partes.

A paranóia como mecânica
Diferente de sua inspiração, a história não me cativou muito, e na verdade até demora para começar a se desemaranhar. A verdade é que até o 10º ou 11º dia, senti que estava fazendo pouco progresso real e estava apenas realizando ações repetitivas dia após dia. Com umas 4h de gameplay peguei um de seus finais, um dos ruins diga-se de passagem. Mas com a mecânica de “ramificação de linhas do tempo” presente no jogo, pude escolher em qual dia voltar e assim tentar achar outro desfecho. O que resultou em falha: peguei outro final ruim.
É inegável que a Alawar, o estúdio do jogo, fez um belo trabalho de inserir a paranoia na mente do jogador. Conforme as instruções ficam mais bizarras, você começa a se perguntar se o seu trabalho realmente está ajudando a humanidade a não encontrar seu fim precoce. Por exemplo: em um dia específico, a ordem era chamar a segurança para qualquer um que apresentasse um atestado médico falso, e digamos que a segurança garantiu que essa pessoa nunca mais fizesse isso…
Mas afinal, se trata da evolução natural do gênero?
O jogo pode ser interessante para quem gosta de obras que misturam ficção científica e paranormalidade, com a burocracia das instituições governamentais. Algo no estilo da SCP Foundation ou no papel que a FBC (Departamento Federal de Controle) tem nos jogos da Remedy. Esse tipo de fusão entre o mundano e sobrenatural sempre atiçou minha curiosidade. Mas, para mim, Security 51 peca ao ser muito raso nesse tema. Não vou entrar em spoilers, mas a verdade é que o jogo não cria nada de novo no gênero. Por fim, citando as palavras de um dos hosts do podcast Vai Logar Hoje, se trata de um “jogo feito”.
No momento, Security 51 está disponível apenas para o PC na Steam, GOG e Epic Games custando R$37,49. Vale mencionar que o game conta com uma excelente localização para o português do Brasil. Além disso é possível obter um desconto comprando na Nuuvem, e caso o faça, considere usar o código do Vai Logar Hoje? clicando aqui.




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