top of page

[ESPECIAL] Além da Fantasia: por Yoshitaka Amano

09/02/2026 por Vitor Hamdan


painel de yoshitaka amano

Na capital mineira, terra do pão de queijo e de várias outras coisas boas, ocorre até 2 de março de 2026 a exposição “Yoshitaka Amano – Além da Fantasia”, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB BH), nas galerias do 3º andar. Logo de cara, o que chama atenção é a dimensão da mostra: ela é divulgada pelo CCBB como a maior exposição da carreira do Amano, reunindo 218 obras. Estive lá acompanhado de pessoas queridas e posso afirmar: é obrigatório!


Imagem comemorativa de 33 anos da franquia Final Fantasy
Imagem comemorativa de 33 anos da franquia Final Fantasy

Para quem ainda não sabe, Yoshitaka Amano é um artista e ilustrador japonês cujo trabalho ajudou desde o começo a definir a identidade visual de nada menos do que uma das maiores franquias de vídeo game: Final Fantasy. Para mim, como fã de carteirinha, o impacto dele vai muito além de “fazer artes bonitas”, já que ele ajudou a dar um rosto para o universo da série. Amano assinou designs e ilustrações, e, em vários títulos, também o logo, que viraram referência imediata da franquia (aquela mistura de linhas delicadas com figuras quase etéreas, que faz o jogo parecer uma lenda ilustrada). Ele foi diretamente responsável por personagens e inimigos nos seis primeiros jogos, além de contribuir com artes e ilustrações em capítulos posteriores, reforçando essa sensação de continuidade estética mesmo quando a tecnologia e o estilo dos jogos mudavam.


Identidade visual de Final Fantasy VIII
Identidade visual de Final Fantasy VIII
Identidade visual de Final Fantasy XVI
Identidade visual de Final Fantasy XVI (possivelmente a minha favorita!)

Na visita, isso ficou muito claro: ver as imagens e desenhos expostos, ao vivo, dá outra dimensão ao cuidado do traço e ao quanto essa linguagem visual carrega o imaginário de Final Fantasy.


Clássico desenho de Final Fantasy VI
Clássico desenho de Final Fantasy VI

Cloud e Sephiroth.
O icônico Final Fantasy VII. À esquerda, Cláudio e sua gangue. E à direita, o maior vilão de todos os tempos, SEPHIROTH

E foi ainda melhor por ter sido um passeio compartilhado. A experiência naturalmente virou conversa de fã, reconhecendo referências, comparando fases do artista e redescobrindo detalhes que passam batido numa tela. Em vários momentos a gente se pegou parando por mais tempo em uma imagem, apontando detalhes diferentes e lembrando da nossa experiencia com os jogos. Esse tipo de visita compartilhada cria um ritmo próprio, quase como se a exposição virasse também um espaço de memória e de troca entre fãs e curiosos.


foto de arquivo pessoal
Os maiores fãs de Final Fantasy da história

A parte final da exposição ainda traz um detalhe que eu adorei, uma seção com algumas cartas de Magic: The Gathering ilustradas pelo Yoshitaka Amano, funcionando quase como um “bônus” que amplia ainda mais a noção de como o traço dele atravessa mídias e chega a públicos diferentes.


Magic e Final fantasy
Carta especial de Magic

No fim, saí com a sensação de que não foi apenas um passeio “para fã”. Foi uma visita que ajuda a entender por que Amano é tão central para a cultura visual de videogames e ilustração. Ao mesmo tempo, foi um programa leve e divertido, desses que rendem assunto depois, no café, no bar ou no caminho de volta para casa.

2 comentários


Arthur Maboni
Arthur Maboni
11 de fev.

Nuuuuu só fenômeno

Curtir

Juliana Bolzan
Juliana Bolzan
09 de fev.

Matéria sensacional! Amei acompanhar com você essa exposição

Curtir
bottom of page