[REVIEW] Vale a pena logar para CALL OF THE ELDER GODS?
- Vai Logar Hoje?

- 12 de ago.
- 5 min de leitura
Por Michael Monteiro

Call of the Elder Gods é uma aventura intrigante, que se constrói em cima da história e das fundações estabelecidas pelo seu antecessor, ao mesmo tempo que cria uma história própria, trazendo uma temática mais Lovecraftiana que Call of the Sea. O jogo mantém a qualidade em quebra-cabeças, visuais e trilha sonora estabelecidas no antecessor. Trago aqui essa breve review sem spoilers, iterando à review que fiz sobre o primeiro capítulo alguns meses atrás à data desta publicação.
Temática
Call of the Elder Gods, assim como seu antecessor, é um jogo de aventura e quebra-cabeças com uma história mística e visuais lindíssimos. Em Call of the Sea, nós acompanhamos a história de Norah em uma viagem para encontrar seu marido, que saiu em uma expedição para descobrir a cura de sua doença. Já em Call of the Elder Gods, nós acompanhamos a história de Evangeline e Harry, uma dupla improvável à primeira vista, mas que traz uma dinâmica bastante interessante ao desenrolar da história, onde você joga algumas partes com cada personagem separadamente.
Antes de mais nada, recomendo fortemente que joguem o primeiro jogo antes deste. O jogo oferece uma opção para quem está começando por este, onde você pode marcar se jogou ou não Call of the Sea ao criar um novo jogo. Caso não tenha jogado, a história terá menos referências e não haverá spoiler sobre os dois possíveis finais do jogo anterior. Inclusive, se você marcar que jogou o primeiro, poderá escolher o final do primeiro que achar melhor e essa escolha tem impacto em algumas cenas e diálogos do Call of the Elder Gods.
Mas ao meu ver a experiência fica bem mais rica e traz bem mais significado se você tiver jogado o primeiro antes. As conexões entre personagens de Call of the Elder Gods e Call of the Sea são especialmente significativas, e eu entendo que o estúdio deve ter dado essa opção para poder atrair mais jogadores. Mas pessoalmente como contador de histórias, eu diria que a experiência com o primeiro é essencial! A boa notícia é que o primeiro é tão bom quanto este, e se você tiver interesse, escrevi também uma review sem spoilers dele.

Quebra-cabeças
Aqui eu diria que o Call of the Elder Gods traz uma diferença significativa e, ao meu ver, positiva acima de Call of the Sea, que é ter dois personagens jogáveis, requerendo que você alterne entre eles para solucionar quebra-cabeças em conjunto, onde cada um fica responsável por uma parte. Em questão de temática dos quebra-cabeças eu diria que se mantém a mesma essência do anterior, sendo uma parte integrada da resolução dos mistérios e do andamento da história.
Já sobre a complexidade, considero os quebra-cabeças aqui mais complexos no geral, com um em especial no capítulo 3 que me travou por um tempo considerável. Não que isso seja algo ruim, mas é muito importante analisar as anotações e tentar encontrar todas as pistas para que se possa resolver os mistérios. Um ótimo ponto é que o jogo mantém o caderno de anotações que havia no primeiro, que é preenchido à medida que você vai analisando os documentos e itens interagíveis durante as fases. A diferença é que no primeiro o caderno é separado entre duas partes, sendo uma como diário com as anotações de Norah e a outra com anotações apenas sobre os quebra-cabeças. Já neste o caderno é apenas para anotações sobre os quebra-cabeças, o que faz sentido pela forma que a mecânica é apresentada neste jogo.
O jogo conta com acessibilidade no ponto da complexidade ao ter um botão para pedir uma dica, caso você esteja empacado em algum quebra-cabeça, onde ele praticamente vai dar a resposta de como resolver. Pedir dicas não atrapalha no desbloqueio de conquistas em sua plataforma.
Há também uma possibilidade na outra direção, em que você pode jogar o jogo no modo difícil, onde não haverá a mecânica do caderno e tudo que você analisar terá que anotar à mão ou ter uma boa memória para guardar todas as informações necessárias. A desvantagem desse modo é que se você for atrás de desbloquear as conquistas do jogo, as conquistas relacionadas a preencher as páginas do caderno não serão desbloqueadas aqui, apenas no modo normal. O jogo indica que o modo normal é o modo recomendado para jogar, inclusive, e pode ser alterado a qualquer momento, então o modo difícil é realmente se você quiser se desafiar mais. Eu particularmente preferi o modo normal, pois fez mais sentido pra mim, devido à história e à experiência do primeiro jogo.

Destaques
Assim como destaquei na review do primeiro jogo, aqui destaco: o estilo de arte em sua construção de cenários e personagens; a trilha sonora que se mantém tão boa quanto o primeiro, mas um pouco mais puxada pro lado sombrio devido aos aspectos Lovecraftianos; e a história que faz ótimos pontos de conexão com o primeiro jogo e me prendeu da mesma forma, intrigado com o que viria depois.
Como um bônus, destaco também que Call of the Elder Gods trouxe um dos meus quebra-cabeças preferidos, reproduzindo um dispositivo histórico de criptografia e descriptografia de forma divertida e fiel ao de verdade.

Conclusão
Call of the Elder Gods é um jogo que recomendo fortemente para qualquer um que gostou de Call of the Sea, e que gosta de uma boa aventura com uma pitada de mistério e quebra-cabeças desafiadores. Apesar de eu achar Call of the Sea um pouco mais “mágico”, talvez por ser a história de origem, Call of the Elder Gods não decepciona e entrega um ótimo rumo partindo da história do primeiro e explorando seus próprios mistérios. O jogo tem um prólogo e 6 capítulos, assim como o primeiro, e também como o primeiro, tem dois finais diferentes, que são determinados por uma escolha no último capítulo (reforço também aqui para que fiquem após os créditos em cada um dos finais pois há cenas de fechamento para a história).
Levei cerca de 7 a 8 horas para completar a primeira jogada (assim como qualquer jogo do gênero, o tempo de conclusão depende do tempo que cada um leva para solucionar os quebra-cabeças), e mais umas 3 a 4 horas para platinar, levando cerca de 11 horas no total. Para os platinadores de plantão, anotações, itens ou conquistas específicas de cada fase podem ser obtidos por seleção de capítulos uma vez que você tiver completado eles, e a escolha final pode ser refeita clicando em continuar logo após zerar. Um ponto negativo em relação ao primeiro é que as fases não possuem mais a porcentagem de completude do caderno por capítulo, deixando você por descobrir sozinho ou comparar as páginas do seu caderno com algum guia online.
O jogo possui áudio apenas em inglês, assim como o primeiro, mas legendas em diversos idiomas, incluindo português do Brasil, o que é uma acessibilidade muito bem vinda, considerando as anotações e os detalhes da história. O jogo possui também uma acessibilidade de redução de cinetose, para ajudar aqueles que sofrem desse desconforto.
A review foi feita no PlayStation 5 base e encontrei apenas alguns atrasos ao carregar as texturas no início de algumas fases e um travamento de 1 segundo numa fase específica, mas no geral um desempenho sólido e sem mais problemas de performance ou bugs encontrados.
Espero que considerem dar uma chance a Call of the Sea e Call of the Elder Gods, e em breve (talvez) volto com outra review por aqui.
Até a próxima!



![[REVIEW] Vale a pena logar para CALL OF THE ELDER GODS (Demo)?](https://static.wixstatic.com/media/010580_9037327acb8f495e8577d82e165e200b~mv2.jpeg/v1/fill/w_980,h_613,al_c,q_85,usm_0.66_1.00_0.01,enc_avif,quality_auto/010580_9037327acb8f495e8577d82e165e200b~mv2.jpeg)
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