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[REVIEW] Vale a pena logar para CALL OF THE SEA?

20 de jul.
3 min de leitura

Atualizado: 12 de ago.

CALL OF THE SEA

Call of the Sea é uma aventura intrigante, recheada de quebra-cabeças, visuais belíssimos e trilha sonora impecável. Estive rejogando ele em preparação para o Call of the Elder Gods (estive bem atarefado até recentemente e quis refrescar a memória, e não poderia ter feito uma escolha melhor). Trago aqui uma breve review sem spoilers apontando o que mais me chamou a atenção e que me conquistou nesse belíssimo jogo.


Temática

Call of the Sea é um jogo de aventura e quebra-cabeças em primeira pessoa no estilo walking simulator. Para os que estão acostumados com jogos de puzzle como Maquette, Viewfinder ou The Sojourn, este segue o mesmo estilo de movimentação onde você define seu próprio ritmo. Há um botão para correr, mas ainda assim é suave e acredito não causar enjoo como nos jogos de primeira pessoa mais frenéticos (a avaliar por experiência pessoal).


A história se passa em 1934 e acompanha Norah, uma mulher com uma curiosa doença hereditária, sem cura conhecida, que está partindo em uma viagem em busca de seu marido Harry. Ele montou uma expedição para tentar descobrir uma cura para a doença de sua amada esposa, e acabou desaparecendo. Norah, após semanas sem notícias de seu marido ou de sua expedição, recebeu uma encomenda com alguns itens curiosos que a levaram em direção a uma ilha misteriosa, onde nossa aventura começa.


CALL OF THE SEA

Quebra-cabeças

A aventura de Norah é recheada de quebra-cabeças ao longo de sua jornada em desvendar os mistérios da ilha e o que está por trás do desaparecimento de seu marido. Norah possui um caderno onde anota detalhes dos obstáculos e artefatos que encontra, além de registros da viagem e pensamentos, que servem como referência para juntar as peças para solucionar os quebra-cabeças e também como contexto da história, como as coisas que ela encontra na ilha se relacionam com ela.


Algo que vejo como um ponto bastante positivo nesse jogo é que os quebra-cabeças foram inseridos de forma bastante natural na história, como parte do mundo. É diferente de Maquette, Viewfinder ou The Sojourn que citei antes em que os quebra-cabeças têm um foco maior, onde por algum tempo não há nada fora eles, e só depois vem a história. Em Call of the Sea a história e os quebra-cabeças são quase como um só, realmente passando a sensação de estar desvendando um mistério enquanto a história progride.


P.S.: Não me entendam mal, os jogos que citei são excelentes! Maquette está entre os meus jogos preferidos da vida, ponto! A história dele é impecável e a forma que é contada por meio do ambiente e dos significados de cada item do cenário é simplesmente poesia. Mas são abordagens e temáticas diferentes, e o mesmo vale para Viewfinder e The Sojourn. Call of the Sea tem uma imersão a mais no sentimento de aventura, e achei um ponto interessante de levantar. Um dia ainda volto aqui pra falar de Maquette.


CALL OF THE SEA

Destaques

Entre os principais destaques do jogo, em minha opinião, estão: o estilo de arte que é simplesmente belíssimo em sua construção de cenários; a trilha sonora que é hipnotizante em como traz o tema de aventura e mistério em uma mistura de instrumentos muito bem construída; e a história em si, que se desenrola de uma forma que me prendeu do começo ao fim, tanto que acabei o jogo em uma jornada só.


CALL OF THE SEA

Conclusão

Call of the Sea é um jogo que recomendo fortemente para quem gosta de uma boa aventura com uma grande pitada de mistério. O jogo em média não tem uma duração tão longa, mas naturalmente o tempo depende muito do quão rápido você é capaz de solucionar os quebra-cabeças e o quanto interage com cada elemento nas fases, podendo envolver reunir várias informações ou ter várias etapas diferentes para poder avançar.


O jogo tem um prólogo e 6 capítulos, e da primeira vez que joguei levei cerca de 6 horas para completar tudo (platinei em 7, pois voltei na seleção de capítulo para uma ou outra anotação que passei batido). O jogo tem dois finais excelentes (fiquem até depois dos créditos pra esse, porque tem cena), e a escolha é feita no último capítulo.


O jogo possui áudio apenas em inglês, mas legendas em diversos idiomas, incluindo português do Brasil, o que é uma acessibilidade muito bem-vinda, considerando as anotações e os detalhes da história. A review foi feita no PlayStation 5 base e não encontrei problemas de performance ou bugs.


Espero que considerem dar uma chance a Call of the Sea, e em breve (espero) devo voltar com a review completa do Call of the Elder Gods também. Até a próxima!



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