[REVIEW] Vale a pena logar para CODEX MORTIS?
- Edu Oliveira

- 24 de abr.
- 2 min de leitura
O VLH agradece a Press Engine pelo envio da chave

CODEX MORTIS chega com aquela energia crua de projeto indie que sabe exatamente o que quer ser — e, ao mesmo tempo, ainda está descobrindo até onde pode ir. A primeira impressão é direta: você entra, escolhe um personagem, e em poucos segundos já está cercado por hordas. Não tem muito tempo pra respirar, e isso é proposital.
A base do jogo lembra bastante o loop de sobrevivência de roguelites modernos: andar, atacar automaticamente, evoluir habilidades e tentar não morrer no caos crescente. Mas o que diferencia aqui é o foco na necromancia como sistema central, não só como estética. Invocar criaturas, sacrificar unidades e misturar escolas de magia cria um ritmo diferente — você não está só desviando e acumulando poder, está montando uma espécie de exército improvisado no meio da bagunça.

Visualmente, o jogo aposta em um estilo sombrio, quase minimalista, com partículas e efeitos que às vezes beiram o exagero. Em momentos mais avançados, a tela vira um verdadeiro turbilhão de magia — o que é bonito e confuso na mesma medida. Nem sempre dá pra entender o que está te matando, mas isso faz parte do “charme caótico” que o jogo parece abraçar.
O sistema de builds é provavelmente o ponto mais forte. Existe uma liberdade interessante na forma como você combina habilidades, e ocasionalmente surgem sinergias absurdas que fazem você se sentir invencível — até deixar de ser. Ainda assim, por estar em acesso antecipado, dá pra perceber um certo desequilíbrio: algumas combinações dominam completamente, enquanto outras parecem incompletas ou pouco úteis.
O cooperativo local é um bônus bem-vindo, especialmente porque o caos escala de forma quase cômica com mais gente na tela. Ao mesmo tempo, isso expõe ainda mais alguns problemas de legibilidade e performance, que provavelmente vão ser ajustados com o tempo.

No fim, CODEX MORTIS não reinventa o gênero, mas também não tenta esconder suas influências. Ele pega uma fórmula já conhecida e injeta personalidade suficiente — principalmente através do tema e das mecânicas de necromancia — pra se destacar. Ainda está longe de ser um jogo “polido”, mas tem identidade, e isso conta bastante.
E, de forma apropriada, assim como o próprio jogo, essa review também foi gerada com ajuda de inteligência artificial.
Vale a pena logar para Codex Mortis?
Da mesma forma que recebemos um produto que em boa parte foi realizado através de inteligência artificial, nada mais justo do que devolver da mesma forma. O que vocês acabaram de ler tem, sim, muito do que experimentei no jogo, mas me dou o direito de fazer mais um adendo.
Ele trabalha a ideia de um roguelite totalmente inspirado em Vampire Survivors, mas tudo isso vai por água abaixo pelo fato de ser nítida a falta de uma mão humana, a ausência de um olhar real. É entregue um jogo hipercriativo, fruto de uma mente humana criativa, mas que infelizmente seguiu pelo caminho mais questionável e decepcionante.
Por mim, diria que CODEX MORTIS não merece nem mesmo ser colocado na lista de desejos, mas, olhando de forma geral, ele ainda merece que outros possam experimentá-lo e perceber o quanto a IA pode ser mais prejudicial do que os próprios acionistas.

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