[REVIEW] Vale a pena logar para REPLACED?
- Vai Logar Hoje?

- 23 de abr.
- 2 min de leitura
Atualizado: 29 de abr.
Por Lucas Maceda

Me lembro de quando vi o anúncio desse jogo pela primeira vez, em 2021: uma arte pixel art incrível, uma ambientação cyberpunk chamativa, cenas de ação muito interessantes etc. Depois de anos e anos de adiamentos, finalmente esse game está entre nós — mas a dúvida é: valeu o hype?
Replaced, lançado em 14 de abril de 2026, foi desenvolvido pelo estúdio Sad Cat Studios, e publicado pela Thunderful Publishing. Está disponível para PC e Xbox, incluso day one no catálogo do Game Pass. Até a data dessa análise ainda não foram anunciadas versões para Playstation ou Nintendo.

A narrativa do game gira em torno de Warren Marsh, um cientista que, devido a exageros ao trabalhar demais, acaba sofrendo um acidente e tendo sua consciência integrada a uma IA chamada R.E.A.C.H. A partir disso, jogamos através da consciência de Reach, controlando o corpo de Warren, que passa a ser perseguido por forças policiais e membros da corporação Phoenix.
O jogo dura, em média, de 10h a 12h, é dividido em capítulos, e nem todos são focados em parkour e combate. Alguns apresentam momentos “tranquilos”, nos quais estaremos livres para explorar e fazer side quests, a fim de entender melhor o universo em que a história se passa.

Falando em parkour, esse é um elemento em que, aparentemente, os desenvolvedores não tiveram medo de pesar a mão. Prepare-se para capítulos em que será normal passar 90% do seu tempo arrastando itens, pulando e escalando plataformas, além de momentos tensos de perseguição que não perdoam erros e podem facilmente causar stress em jogadores que não apreciam esse tipo de mecânica.
Entrando no ponto de combate, o protagonista utiliza, para defesa, uma arma-bastão roubada de um policial. O combate do game é fortemente baseado, para não acusar plágio, na série Arkham: indicadores amarelos na cabeça do inimigo significam golpes contra-atacáveis; o indicador vermelho representa golpes não repelíveis. Com o avançar do game, o personagem ganha itens para lidar com inimigos com escudo e adquire o modo de arma de fogo para enfrentar multidões de inimigos de uma vez.

Os gráficos são o ponto mais alto desse jogo. A Sad Cat Studios não poupou o mínimo esforço nessa parte: espere cenários super bem-feitos, jogadas de câmera que favorecem a imersão e animações de personagens muito bem elaboradas. A parte gráfica é o que mais vende esse jogo e foi o que me conquistou à primeira vista também.

Mas a pergunta final que fica é: vale a pena jogar Replaced? Sim, mas com ressalvas. Apesar de todos os elogios citados até aqui, é um jogo que peca em excesso. É comum cansar depois de passar pelas áreas de parkour devido ao ritmo lento do jogo. O combate precisa de um refino e de um melhor nivelamento; da metade para o final, a dificuldade escala de forma desequilibrada e, em algumas partes, o hitbox dos saltos não funcionava corretamente.
Eu levei dias para concluir esse jogo de 10h, pois ele me venceu pelo cansaço. Então, é importante chegar já sabendo que não é um jogo para qualquer um.


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