[REVIEW] DREAM CAGE - Onde o horror nunca dorme
Atualizado: 9 de out.
O VLH agradece a Hitori De Productions pelo envio da chave via PressEngine

A paralisia do sono é uma das piores sensações que nós podemos experienciar, um verdadeiro filme de horror projetado pela nossa mente. Para alguns, é a nossa mente querendo ‘pregar uma peça’, já para outros, é vista como uma experiência sobrenatural e recorrente. Mas será que funciona como horror no mundo dos games? Dream Cage responde a essa pergunta.
Desenvolvido pela Hitori De Productions, estúdio polonês, Dream Cage aposta no terror no momento de maior acalento do dia, o sono. Foi lançado em 03 de setembro de 2026 para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC.
R.E.M.
O jogo nos coloca na pele de Robert, que deve sobreviver por cinco noites infelizes dentro dos próprios pesadelos. Preso em um ciclo, cada noite começa a ficar cada vez mais estranha.
Durante essas cinco noites, devemos explorar o apartamento e encontrar certas anomalias que aparecem no local, desde coisas quase insignificantes até imagens capazes de causar pesadelos. Mais pesadelos, no caso. Após conseguir encontrar uma certa quantidade de anomalias, podemos voltar a descansar em nossa cama, que nos leva diretamente para a próxima noite.
O LABIRINTO ONÍRICO

A câmera é o ponto central da gameplay, e podemos encontrá-la no chão do banheiro. Com esse instrumento, poderemos captar as anomalias e registrá-las para avançar entre as noites. Mas tenha calma, não vá achando que é apenas andar com a câmera e mirar para todos os lados.
Devemos administrar a bateria e as pílulas, sim, pílulas que nos mantêm menos tensos. Utilizar a câmera nos deixa mais tensos, portanto temos que controlar a tensão alternando entre o uso de pílulas e da câmera. Caso contrário, aparecerá uma criatura que irá nos atacar.
E é basicamente isso. Devemos administrar nossa tensão dentro e fora do jogo e estar atentos aos pequenos detalhes e pistas que vão nos contextualizando sobre a história.
E ENTREGA HORROR?!
Dream Cage é mais um jogo de terror curto que escrevo aqui. Mesmo com 2 a 3 horas de gameplay, ele te emerge nesse mundo de forma natural. Natural até demais. No início, ficamos meio perdidos, o jogo não nos diz o que fazer e devemos explorar um tanto para encontrar a câmera.

Morri algumas vezes até entender o que deveria ser feito e começar a criar estratégias e um melhor gerenciamento. Outra coisa que incomodou bastante foram as interações com objetos, que não respondem muito bem, com input lag e hitbox bem estranha.
No mais, ele entregou mais do que eu esperava. Comecei imaginando ser mais um YellowCreek Stories, mas, digamos que foi uma DEMO de algo que poderia ser maior. Melhor não! Ele tem jumpscares muito bem colocados e momentos realmente tensos. O estilo gráfico agrega muito para esse sentimento.
Outro ponto a elogiar é o som, ele me causou muito desconforto, às vezes mais que as anomalias.

Eu, particularmente, tenho muitos sonhos, pesadelos e paralisia do sono. Ele conseguiu, com maestria, transformar esse momento em uma ótima experiência de horror no videogame. Joguem Dream Cage, outubro é o mês perfeito!





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