[REVIEW] Vale a pena logar para MORTAL SHELL 2?
- Daniel Gomes

- 27 de ago.
- 4 min de leitura

Desenvolvido pela Cold Symmetry e publicado pela Playstack, tivemos acesso a Mortal Shell 2, um RPG de ação voltado ao gênero Soulslike, com fortes elementos de exploração e foco em ação, aventura e, principalmente, no combate. É um projeto ousado e uma clara homenagem aos precursores do gênero “Souls”, mas com sua identidade própria. O jogo foi lançado no dia 20 de agosto de 2026, com versões, até o momento, para PlayStation 5, Xbox e PC (Steam).
Um pouco da história
Nossa jornada gira em torno do Arauto, explorando um mundo extremamente opressor e sombrio. Ele é um ser formado a partir de um “ovum” de uma entidade denominada “A Grande Mãe”. Nossa missão é clara, recuperar os demais ovuns que foram roubados e levá-los de volta ao templo de adoração à Grande Mãe.

A história é contada de forma bem fragmentada, algo bastante típico do gênero Souls. A lore sobre o que está acontecendo e o que aconteceu no mundo de Mortal Shell 2 é explicada por meio de mensagens, diários, cutscenes e, principalmente, através das lembranças das oito carcaças às quais temos acesso no decorrer do jogo.

Vale lembrar que não é necessário jogar o primeiro jogo. Sim, apesar de ser uma sequência, Mortal Shell 2 segue um roteiro um pouco diferente. Porém, temos referências ao primeiro jogo em sidequests ou diários espalhados pelo mundo.
Exploração e Progressão
Logo no início, eu falei que Mortal Shell era uma homenagem aos precursores do gênero Souls, e a exploração é uma prova disso. Após o tutorial, somos apresentados de cara ao mundo aberto do jogo, bem parecido com o mapa de Elden Ring, que é gigante e se tornou uma referência na indústria.

O mapa é mais compacto. Porém, isso não é um problema, pois a desenvolvedora soube aproveitar o espaço e distribuiu bem as masmorras. Tenho que ressaltar o ótimo trabalho dos devs: a exploração do mapa recompensa muito o jogador, seja com materiais para evoluir armas, novas pedras de habilidades, novas carcaças, armamentos e muito mais. Literalmente, em qualquer canto do mapa haverá uma recompensa.
Temos a opção de assinalar os locais que já exploramos, e isso facilita muito a vida. Os objetivos são claros e ficam em evidência nas extremidades do mapa. Também podemos colocar marcadores e, por mais distantes que estejam, eles servem de orientação para o player, funcionando como um norte a ser seguido.

As masmorras são um espetáculo à parte. Durante a minha exploração, percebi que nenhuma delas se repete. Algumas têm minichefes, enquanto outras são focadas somente na exploração e em puzzles, mas a ambientação sempre muda. E não, não é algo feito de qualquer jeito. Podemos notar o carinho com que o jogo foi desenhado.
O jogo não apresenta um sistema de dificuldade, mas temos algumas mecânicas que podem deixá-lo mais fácil. Porém, as conquistas serão desativadas naquele save em específico. Também temos como deixar o jogo ainda mais difícil. Isso acontece por meio do chamado modo noite, no qual os mobs têm um aumento significativo de vida e, principalmente, de dano causado. Em contrapartida, a recompensa em ouro e vultos é muito maior. Recomendo que faça esse teste somente quando estiver bem avançado no jogo.

Os chefes iniciais são mais tranquilos, de forma a ambientar o jogador ao estilo de jogo, já que não temos a famosa barra de stamina. Isso permite que o jogador seja mais agressivo durante as lutas. Em contrapartida, tomamos muito dano, então é sempre bom saber quais lutas realmente devemos enfrentar.
Ao meu ver, alguns chefes principais e mobs precisam de balanceamento no dano causado. É coisa de apenas dois ou três ataques serem suficientes para matar o Arauto, independentemente do nível em que você estiver.
O Combate
A parte do combate do jogo realmente veio para mostrar que ele pode, sim, ser uma referência para os demais. Não precisa ser tão cadenciado quanto em outros jogos do gênero, mas a cautela é válida, uma vez que o dano que tomamos é superalto.
Algo que pude notar é que os devs querem que o jogador seja agressivo, independentemente da carcaça que a gente escolha para jogar. É um sistema muito bem feito de risco e recompensa.

Tenho que falar sobre o sistema de finalizações. Os inimigos têm uma barra de postura e, ao quebrá-la, podemos realizar finalizações. Esse sistema é bem semelhante ao que temos em Sekiro. O que chama atenção é que, para cada inimigo, temos uma animação de finalização diferente.
Durante a jornada, temos acesso a diversas armas: katanas, machados, martelos, pistolas e até mesmo metralhadoras pesadas. Também temos acesso às pedras de habilidade, chamadas de pedras de tar. Essas pedras nos permitem criar as tão famosas builds, o que ajuda muito na nossa exploração.

As lutas contra os chefes são um espetáculo à parte. A movimentação e o design dos bosses são muito bem feitos. A parte sonora das lutas é digna de aplausos, principalmente para quem é fã de um bom e velho heavy metal.
Problemas encontrados
Infelizmente, nem tudo são flores. Durante a minha experiência, observei diversos problemas técnicos. Em vários momentos, a câmera ficava quebrada e o personagem ficava preso em coisas do cenário. Isso sem falar nos diversos crashes que tive. Além disso, notei algumas quedas de FPS.
Ainda assim, isso é compreensível. Tudo isso foi observado antes do lançamento do jogo. Agora, o jogo está rodando de forma mais lisa devido a alguns patches de correção. Tenho que destacar que joguei a versão de PC.
Vale a pena jogar Mortal Shell 2?
Com toda certeza, vale a pena jogar “O melhor Shell”.
É um jogo com uma proposta simples. Para os fãs do estilo de jogo será um prato cheio, e a diversão ou o rage estarão garantidos. O jogo ainda deve passar por algumas mudanças e, portanto, tenho certeza de que ficará ainda melhor.
Vale ressaltar que o valor está bem acessível. Se você, assim como eu, for entusiasta do gênero, esse título é obrigatório.

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