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[REVIEW] Vale a pena logar para Dispatch?

24/12/2025 por Daniel Gomes



capa da review de Dispatch

Quem nunca sonhou em ser um super-herói quando era criança? Usar um traje bacana, uma capa da hora e sair pelo mundo afora combatendo o crime? Bom, e se eu te contar que as coisas não são exatamente um mar de rosas como imaginamos? É justamente nesse ponto que surge Dispatch, com uma proposta diferente e um tanto quanto surpreendente.


Desenvolvido pelo AdHoc Studio, formado por ex-integrantes da Telltale Games, o jogo aposta em uma experiência fortemente narrativa, o famoso “filminho” guiada por escolhas, humor afiado e personagens carismáticos. Sendo bem sincero, de longe isso não é um problema.


Dispatch transforma o cotidiano em palco para histórias emocionais, diálogos extremamente engraçados, redenção e relações humanas. Além disso, mais do que salvar a cidade, o jogo convida o jogador a lidar com pessoas e, é justamente aí que ele encontra sua maior força.


Heróis também falham


Nossa história em Dispatch começa com Robert Robertson III, herdeiro de uma herança muito pesada. Nosso protagonista tem um jeito carismático, ácido e também bastante humano.


Por trás do sarcasmo e das piadas cortantes, existe um pessoa comum sofrendo a perda de seu pai, elementos que, desde os primeiros momentos, nos fazem querer comprar essa briga.


Nascido sem poderes, Robert usa o traje da família, o Mecha Men, para combater o crime e manter a cidade segura. Contudo, em um conflito que dá errado, sofremos uma emboscada, o traje acaba sendo destruído, e nesse momento Robert precisa lidar com a impotência de viver sem ele.


imagem do jogo dispatch

Quando tudo parece ir de mal a pior, Robert recebe um convite para trabalhar no programa Phoenix, da SDN, uma empresa que atua como uma prestadora de serviços heroicos, por assim dizer. A partir desse momento, o jogo começa a mostrar realmente o porquê chamou tanta atenção.


Ao aceitar a proposta, Robert é designado para ser encarregado ou “despachante” da Equipe Z, um time de supervilões em fase de reabilitação. De cara, já temos de encarar o primeiro dilema: afinal, como um herói poderia trabalhar com uma equipe formada por vilões? A meu ver, essa foi uma ótima sacada dos devs.


imagem do jogo dispatch


Gerenciando os "Heróis"


O jogo é dividido em episódios. Atualmente, temos oito disponíveis, e cada um deles leva cerca de 50 a 60 minutos. Além disso, apresentam várias subtramas, abordam dilemas diferentes, constroem e fortalecem a relação entre os personagens. Levei cerca de 10 horas para finalizar o jogo e confesso que fiquei com aquele gostinho de quero mais.


Durante a gameplay, temos momentos de interação, seja em situações de combate ou em decisões que nossos heróis devem tomar. E, claro, todas as nossas escolhas têm impacto direto na história.


É nítida a dedicação dos roteiristas em cada episódio. Eles mantiveram um equilíbrio entre humor ácido e momentos de peso emocional, com piadinhas de super-heróis muito bem colocadas. O jogo sabe exatamente quando nos fazer rir e quando ficar sério, algo que poucos conseguem fazer com tanta eficiência.


imagem do jogo dispatch

A cereja do bolo é a mecânica de posicionar os heróis conforme a necessidade dos chamados. É justamente aí que Dispatch brilha de verdade. Podemos gerenciar nossos heróis, combinar habilidades, reagir a emergências e até hackear sistemas para dar suporte em campo.


Além disso, são mecânicas simples que rapidamente se tornam viciantes.


Ao final de cada atendimento, nossos heróis ganham XP. Com isso, podemos evoluir os atributos de cada um. Cada herói possui afinidades específicas, como agilidade, força, intelecto, carisma e afins.


imagem do jogo dispatch

Algumas missões exigem que você resgate rapidamente pessoas em acidentes. Então, é importante enviar personagens com atributos mais altos em agilidade. Ter essa noção dos pontos fortes de cada integrante é essencial para o sucesso das missões.


Ao longo da história, os chamados vão ficando cada vez mais complexos, exigindo que o jogador contorne, inclusive, os próprios desejos dos membros da equipe. Em algumas situações, eles podem ficar putos da vida e até se recusar a atender um chamado.


imagem do jogo dispatch

O sistema de decisões, na maioria das vezes, nos oferece três opções. Algumas são mais bobas e impactam apenas diálogos pontuais, outras, no entanto, podem mudar completamente o rumo do jogo.


E então, vale a pena logar em Dispatch?


Bom, posso afirmar: vale a pena sim a logada.


Dispatch chegou de forma despretensiosa, conquistou seu reconhecimento e merece seu lugar ao lado dos grandes lançamentos do ano. Ao longo da minha jornada de gameplay, perdi as contas de quantas vezes chorei, seja de alegria, tristeza ou nervosismo.


O roteiro é muito bem construído, nossas escolhas têm peso e os personagens são extremamente cativantes.


Dito isto, espero ansiosamente por uma continuação dessa pequena obra de arte chamada DISPATCH.



2 comentários


Vitor Hamdan
Vitor Hamdan
25 de dez. de 2025

Excelente, esse jogo já tá na wishlist! Bela review, rapaz

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Juliana Bolzan
Juliana Bolzan
24 de dez. de 2025

Esse jogo é bom demais!!! Bela Review, Dani

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