[REVIEW]: Vale a pena logar para ACE COMBAT 8: WINGS OF THEVE?
Atualizado: 5 de out.

Sem dúvidas, Ace Combat é uma das franquias de maior destaque no universo dos jogos e simuladores de voo. Foram pelo menos oito anos desde o último lançamento da série, Ace Combat 7, e agora, finalmente tivemos acesso ao novo título da franquia.
Ace Combat 8: Wings of Theve é um jogo eletrônico de simulação de combate aéreo, desenvolvido pela Bandai Namco e publicado pela própria empresa. O novo título foi lançado no dia 2 de outubro de 2026 e está disponível para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC (Steam).
Um pouco da história
Sem dar muitos spoilers, a Federação de Usea Central está praticamente derrotada após ser invadida pela República de Sotoa. Com seu território ocupado e suas forças militares enfraquecidas, é nesse cenário que surge Cope, conhecido como “Wings of Theve”, uma figura que se tornou símbolo da resistência e da antiga Marinha da Federação. Porém, durante uma missão de reconhecimento, Cope é abatido e morre, enquanto seu navegador, Rex, sobrevive à tragédia.

Após retornar ao porta-aviões Endurance, Rex assume o lugar de Cope e passa a carregar o nome e o legado de Wings of Theve. Agora, ele precisa liderar uma brigada e participar da ofensiva contra Sotoa, buscando aliados enquanto tenta sustentar a imagem de um herói que, originalmente, não era ele.
Exploração e gameplay
A estrutura do jogo é relativamente simples. Antes de cada missão, recebemos um briefing com todas as informações necessárias, incluindo detalhes sobre os inimigos que vamos enfrentar, sejam unidades terrestres ou aeronaves. Dessa forma, conseguimos ter uma noção de como será o combate e preparar nossa aeronave de acordo com os desafios que estão por vir.

Além disso, antes de partir para as missões, podemos configurar tanto nosso próprio avião quanto as aeronaves dos nossos aliados. Assim, conseguimos deixar um deles extremamente ofensivo para combates aéreos, enquanto outro pode atuar como bombardeiro, concentrando seus ataques nas unidades terrestres. Com isso, vamos montar um equilíbrio para toda a nossa esquadra.
As coisas funcionam de maneira bastante fluida, sem muita dificuldade para entender ou configurar os equipamentos. Temos diversas possibilidades para personalizar nossas aeronaves, também podendo comprar diferentes modelos de aviões como bombardeiros, caças de ataque, aeronaves voltadas para reconhecimento e opções mais versáteis. Essa parte do jogo é muito interessante.
Todo esse conteúdo é dividido em aproximadamente 30 missões na campanha principal, além da possibilidade de explorar o mundo aberto. Ou seja, se você não quiser realizar nenhuma missão e simplesmente desejar pegar seu avião para voar, também existe essa opção.

Outra possibilidade é entrar no modo multiplayer, que apresenta mecânicas adicionais. Nele, conseguimos explorar um mundo semiaberto, personalizar nosso personagem, incluindo seu rosto e suas roupas, além de modificar nossa aeronave com diferentes equipamentos.
O modo multiplayer também oferece diversas modalidades, incluindo atividades voltadas para PvE, nas quais podemos realizar missões mais difíceis ao lado de outros jogadores. Além disso, temos o PvP, em que todos compartilham o mesmo mapa e podemos formar uma esquadra com outros jogadores para enfrentar equipes adversárias controladas por pessoas reais, em vez de inimigos comandados pela inteligência artificial do jogo.
A parte de controlar nossos aliados também é bastante tranquila e intuitiva. Como o jogo envolve decisões estratégicas, tudo depende muito do estilo de quem está jogando. Podemos deixar nossos parceiros em uma postura mais defensiva ou ofensiva, ordenar que todos ataquem um único alvo ou simplesmente liberá-los para que cada um escolha seus próprios adversários. Isso proporciona certa tranquilidade durante as partidas, principalmente em algumas missões mais intensas.

Conforme avançamos nas missões, recebemos dinheiro do jogo, que pode ser utilizado para comprar peças e melhorar nossas aeronaves. Podemos aprimorar a velocidade, a resistência e até mesmo o tempo de recarga dos mísseis e demais armamentos.
Há também a possibilidade de equipar um módulo que permite à metralhadora disparar automaticamente quando a mira da aeronave trava em um alvo. Já os mísseis continuam sob nosso controle.
Como mencionei anteriormente, a campanha principal é dividida em aproximadamente 30 missões. Levei cerca de 26 horas para finalizar o jogo, do início ao fim, jogando de maneira tranquila, sem precisar me forçar ou tornar a experiência maçante. No geral, é um jogo bastante divertido.
Combate e furtividade
O combate é, sem dúvidas, uma das coisas mais incríveis que já experimentei em jogos desse gênero. A última vez que tive a oportunidade de jogar um Ace Combat foi no PlayStation 2, então muita coisa mudou desde aquela época. Os controles pareciam mais pesados, enquanto agora temos uma experiência muito mais tranquila na hora de pilotar. Conseguimos realizar manobras que antes eram mais difíceis, o que facilita bastante nosso gameplay.
O combate é muito divertido. Começamos de maneira mais gradual, com aeronaves mais lentas e missões voltadas à destruição de alvos terrestres ou ao enfrentamento de alguns lançadores de mísseis. Entretanto, conforme avançamos, os desafios aumentam consideravelmente.

Já na metade final do jogo, precisamos enfrentar um trem gigantesco, equipado com diversas armas e canhões de grande porte. É claro que nossas aeronaves também acompanham essa evolução, recebendo melhorias e ficando cada vez mais resistentes e com maior poder de fogo. Isso é muito bacana.
Também existem missões nas quais não podemos ultrapassar determinada altitude, pois corremos o risco de sermos atingidos por uma verdadeira chuva de mísseis e disparos de canhões, capazes de derrubar nossa aeronave com apenas um acerto. Portanto, essa necessidade de manter certa furtividade durante os combates torna a experiência ainda mais interessante.
O jogo é relativamente tranquilo de jogar, embora algumas missões sejam bastante difíceis e exijam um pouco mais de habilidade. Ainda assim, nada que seja impossível. Depois de algumas tentativas e de pegar o jeito dos controles, conseguimos avançar tranquilamente.
Gráficos e trilha sonora
Os gráficos do jogo são um espetáculo à parte. Posso dizer que é um dos títulos mais bonitos que tive a oportunidade de jogar neste ano. Tudo é muito bem feito. É claro que alguns aspectos do terreno ainda poderiam receber melhorias, mas isso não chega a incomodar, já que o foco realmente está no céu.
Conseguimos observar diversos fenômenos naturais, como tempestades, além de belíssimos nasceres e pores do sol. A iluminação durante os voos também é muito bem trabalhada. Particularmente, não tive problemas enquanto jogava. Pelo contrário, ficava impressionado com tudo o que via na tela.
A parte das nuvens também merece destaque. Elas são muito bem construídas e, quando nossa aeronave atravessa uma dessas formações, conseguimos perceber mudanças na tela, que fica com um aspecto semelhante ao de uma superfície molhada.

Além disso, existem momentos em que não temos outra opção a não ser atravessar grandes formações de nuvens, muitas vezes durante tempestades. Em uma dessas situações, minha aeronave foi atingida por um raio, sofreu uma pane e teve seus sistemas desligados. É muito interessante encontrar eventos como esse durante a partida.
São pequenos detalhes que fazem a diferença em um jogo cujo foco principal é o combate aéreo. Mesmo assim, os desenvolvedores tiveram o cuidado de incluir esses acontecimentos, tornando a experiência ainda mais interessante.
A trilha sonora também é espetacular. Não tenho do que reclamar, seja na construção de momentos de tensão, quando o clima fica mais pesado, ou nas situações em que acontece alguma reviravolta na história. A música acompanha muito bem esses acontecimentos e consegue transmitir a emoção necessária para cada momento.

Durante os combates, as composições também acompanham muito bem o jogador, trazendo ainda mais intensidade às batalhas. Como o jogo possui uma estrutura relativamente repetitiva, na qual recebemos uma missão, equipamos nossa aeronave e partimos para o combate, o grande diferencial acaba sendo justamente a trilha sonora e o visual que encontramos durante os voos.
Pelo menos para mim, esse conjunto funcionou muito bem. Do início ao fim, temos músicas bem construídas e posicionadas em momentos importantes da campanha, contribuindo para tornar a experiência extremamente divertida e agradável.
Problemas encontrados
Minha experiência foi realizada no PlayStation 5 base e, portanto, não tive problemas significativos relacionados à otimização. O jogo roda de maneira bastante fluida, embora, naturalmente, não apresente o mesmo desempenho visual de um PlayStation 5 Pro.
Existem alguns detalhes, como imagens fantasma e outros pequenos efeitos visuais, mas nada que chegue a atrapalhar a experiência de quem está jogando. Se você não for uma pessoa muito exigente com essa parte da evolução gráfica dos jogos, dificilmente sentirá algum incômodo.
Na parte dos controles, a resposta é extremamente satisfatória. Não tive problemas relacionados a atrasos nos comandos ou situações do gênero. No geral, o jogo está bem polido e, pelo menos durante minha experiência, não apresentou nenhum problema que comprometesse a diversão.
Vale a pena jogar Ace Combat 8: Wings of Theve?
Com toda certeza, vale a pena logar para Ace Combat 8: Wings of Theve!
Foi, sem dúvidas, uma das experiências mais divertidas que tive a oportunidade de jogar. É claro que não se trata exatamente do meu gênero favorito, mas tenho certeza de que os fãs da franquia vão adorar o que o novo título tem a oferecer.
É um jogo que tem potencial para durar por muito tempo e acredito que ainda veremos outras expansões chegando para ampliar ainda mais esse conteúdo.
Então, se sobrou um dinheirinho, fique de olho nas promoções. Caso encontre Ace Combat 8: Wings of Theve com um bom desconto, pode aproveitar, porque a diversão é garantida!





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