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[REVIEW] Vale a pena logar para CELESTIAL RETURN?

O VLH agradece a Metaphor Games e a Shoreline Games pelo envio da chave via PressEngine


CELESTIAL RETURN

A Era Disco é novamente uma realidade. Dessa vez, com inúmeros jogos inspirados na obra-prima Disco Elysium. Felizmente todos os que joguei até hoje têm qualidade dignas da alcunha discolike.


Celestial Return, desenvolvido pela Metaphor Games e publicado pela Shoreline Games, está sendo lançado hoje, 14/07/2026.


Acompanhamos a história do detetive Howard na desconfortável cidade de Netherveil. Sua antiga expertise em seres anômalos chamados de Abstratos o coloca em uma investigação que começa como um favor e se transforma em sobrevivência. O jogo é dividido em três livros, cada um marcando uma etapa importante do inquérito e suas consequências. Prefiro não adentrar mais na história para manter suas reviravoltas à degustação do jogador.


CELESTIAL RETURN
O detetive certo para a decadente Netherveil

Como todo bom discolike, Celestial Return é um RPG textual baseado em escolhas e com confabulações na cabeça do protagonista. Percepção, inteligência, insensatez, raiva e virtude se revezam como conselheiros e como opções de resposta/ação.


CELESTIAL RETURN
As respostas podem ser diretas ou conter rolagem de dados

O jogo vai mais para o estilo de Citizen Sleeper na exploração da cidade, na interação com outros personagens e na apresentação das missões. A jogabilidade com os dados é inovadora. Em cada desafio você pode usar até quatro dados para tirar o número mínimo estabelecido. Porém, após usá-los, eles somem do seu inventário. Eles também servem como o dinheiro em Netherveil e essa criativa mecânica torna muito interessante o gerenciamento do risco que você quer correr para vencer a estatística. Chegar em um desafio sem dados ou com dados impróprios para a ocasião é garantia de fracasso.


CELESTIAL RETURN
O humor particular do jogo

O texto é muito bem escrito, e em muitas vezes me fez duvidar da máxima “uma imagem vale mais do que mil palavras”. A descrição das coisas e dos acontecimentos é melancolicamente poética, estilo que particularmente me agrada. E mesmo que tenha uma arte belíssima, o acréscimo do texto às imagens era indispensável ao invés de redundante.


CELESTIAL RETURN
Texto e imagem se somam

Tanto a arte quanto o impecável design de som e a pulsante trilha sonora são essenciais para caracterizar o universo criado em Celestial Return. Embora a linha central seja uma investigação, o jogo não deixa de falar por metáforas ou paralelos sobre a decadência da nossa sociedade e do ser humano. A tragédia é tratada ao mesmo tempo com humor inteligente e crítica filosófica. Me interessaria ver mais de Netherveil em projetos futuros.


CELESTIAL RETURN
Netherveil

Infelizmente, tive vários problemas que espero que a equipe da Metaphor resolva em breve. O jogo deixa salvar a qualquer momento, mas fazê-lo durante um diálogo era sempre um risco. Por várias vezes o diálogo abria sem as opções ou mostrava uma resposta anterior ao invés da nova. Tive dificuldades de rolagem do mapa e do texto com o Dualsense, tendo que constantemente recorrer ao mouse. Também só ganhei um ponto para aperfeiçoar as habilidades durante todo o jogo. Não sei se foi um bug ou alguma desatenção minha.


celestial return
Ninguém sai igual depois de Elysium

Fiz alguns dos finais do jogo e fiquei feliz que o primeiro tenha sido o que mais gostei. A missão final é bastante tensa e a todo momento nos força um sentimento de “o que virá após um cataclismo”? O jogo me pareceu mais conciso do que os demais discolike que já experenciei, embora tenha sido uma dose justa para me apegar aos personagens. Um detalhe que achei curioso é de sempre se falar de Howard em terceira pessoa. Disco Elysium, Citizen Sleeper e Esoteric Ebb tratam o protagonista em primeira pessoa, colocando o jogador em seu lugar. Talvez essa escolha em Celestial Return crie uma distância que poderia ter sido evitada.


CELESTIAL RETURN
Arte, texto e som são destaques do jogo

Celestial Return está disponível para PC e somente em inglês. Na página do jogo na Steam há uma promessa dos desenvolvedores de lançamento para consoles em breve. Gostei bastante da sua proposta, destacando a criatividade do gerenciamento dos dados e a escrita primorosa. Seu escopo menor em relação a outros discolikes talvez seja uma boa porta de entrada para jogos baseados em texto.


2 comentários


Lucas Barbosa
Lucas Barbosa
há 7 dias

Amei a review, mais um "disco-like" pra minha wihslist!

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Juliana Bolzan
Juliana Bolzan
há 6 dias
Respondendo a

Uhuuuu

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