[REVIEW] Vale a pena logar para DEAD AS DISCO (acesso antecipado)?
- Vai Logar Hoje?

- 5 de mai.
- 5 min de leitura
Por Wilker Teixeira
O VLH agradece a Brain Jar Games pelo envio da chave via Pirate PR

É bem difícil olhar pra qualquer vídeo de Dead as Disco pela internet e não sentir vontade de jogar. Mesmo que seja uma única musiquinha.
Quando vi pela primeira vez um personagem vestido a la anos 70, num ambiente retrofuturista, descendo a porrada em todo mundo ao som de Maniac de Michaell Sembello, o interesse foi imediato!

Nós, do ‘Vai Logar Hoje?’, recebemos a chave do acesso antecipado do game e eu, que aqui vos escrevo, tive o privilégio de jogar com antecedência para poder trazer um pouquinho do que achei. Já adianto que na maior parte do tempo me diverti muito!
Uma Alma por Uma Noite
O Disco está morto. Ou estava.
Charlie Disco, baterista renomado e principal responsável pelo sucesso da banda Dead as Disco, assina um contrato e volta para o mundo dos vivos para tentar descobrir o que causou sua morte e tentar reviver seus tempos de glória.

Ressuscitado por uma entidade desconhecida, sua missão é bem simples: derrotar os quatro grandes ídolos do momento e colocar seu nome topo novamente.
O que Charlie não sabia é que os quatro ídolos eram ninguém mais, ninguém menos que seus próprios amigos e ex-integrantes da banda: Hemlock, Arora, Dex e o Profeta.
Para cumprir seu contrato, Charlie vai ter que lutar – e dançar – bastante para derrotar todos eles. Trazê-los de volta é crucial para a retomada de sucesso da Dead as Disco.

Porradaria em alto e bom som: onde eu já vi isso?
Apesar dessa premissa, é preciso tirar o elefante da sala. Dead as Disco não é como o famoso Hi-Fi Rush. Não no aspecto narrativo, pelo menos.
Toda a história aqui é apenas um grande pano de fundo que o game usa para montar fases mais elaboradas e lutas épicas. Ele até tenta dar certa profundidade a isso com alguns diálogos entre os personagens, mas fica claro que esse não é o foco.

Por funcionar nesse sistema de fases, o jogo é bastante objetivo. Você escolhe na ordem que quiser, entra e luta com diversos inimigos ao som de excelentes músicas. Com cada um dos ídolos tendo temas e estilos musicais próprios, a gameplay é divertidíssima!

É muito maneiro lutar contra gangues de rua ou seguranças armados enquanto desviamos do trânsito ou até mesmo de letras de hip-hop disparadas em nossa direção.
Apesar dos gráficos simples, o jogo de cores e o estilo artístico de cada uma das fases é bastante charmoso, tornando as lutas mais interessantes e ajudando a criar vibes únicas.

Dançando conforme a música
Em um jogo de ritmo a regra é clara: apertar o botão certo, na hora certa. Afinal, a música não pode parar! E aqui, parar significa apanhar.
Felizmente o combate de Dead as Disco foi feito pra que gente se sinta badass, e consiga fazer combos diversos enquanto derrotamos os inimigos.

A parte mais desafiadora nesse primeiro momento são as boss fights contra os ídolos. Elas vão exigir atenção constante não só aos chefes, mas ao cenário e às sequências de golpes que às vezes podem vir de todo lado.
Mesmo exigindo precisão para manter o ritmo lá em cima, não achei tão difícil. Quando menos se espera, você já está dançando no ritmo da música e conseguindo derrotar todo mundo.
E o mais legal: não importa se o gênero é rap, rock ou k-pop... Todos se encaixam e funcionam muito bem! Quanto mais rápida a música, mais divertida. E mais desafiadora também.

Nosso lar é o bar
Stix, um baterista aposentado, toma conta de uma boate, hoje vazia e caindo aos pedaços. Chamado de O Bis, esse bar é a hub do jogo.
É aqui que vamos trocar todos os pontos que conquistamos com as músicas por itens de decoração e cosméticos, tudo pra tentar tornar o lugar um pouco mais... apresentável.

Além disso, ao derrotar cada um dos ídolos, conseguimos novas árvores de habilidades. Ainda tímidas em quantidades, elas melhoram o gameplay deixando os combos ainda mais divertidos durante as músicas.
E poder usar as habilidades de chefes é sempre muito maneiro.

Um dos pontos que mais chamam a atenção no bar é a pista de dança e o palco. Aparentemente, era aqui que a Dead as Disco se apresentava.
Ao derrotarmos cada ídolo, temos a oportunidade de descobrir um pouco mais sobre eles e sobre nosso passado, atendendo a alguns pedidos para convencê-los a voltar pra banda.

Confesso que tive um trabalho pra entender o que o jogo queria da gente aqui. Por não apontar missões ou objetivos, foi apenas vasculhando os itens da loja do Stix que notei que eles davam dicas do que fazer a seguir.
Tudo consistia em revisitar as fases e procurar por itens escondidos nos cenários como revistas, sprays ou pôsteres, habilitando, aí sim, novas interações com os ídolos no bar.
Me pergunto se uma ideia melhor não seria incentivar o jogador a jogar outras músicas, juntar pontos e aí sim comprar os itens ao invés de apenas entrar numa fase, procurar o item em questão e sair sem sequer precisar terminar as músicas.

Vale lembrar que estamos falando de um jogo em acesso antecipado. Acredito que muita coisa aqui deve ser podada e novas ideias apresentadas durante o desenvolvimento. Torço pra isso!
A música e suas batidas
Acredito que o principal modo que os jogadores vão explorar em Dead as Disco será o ‘Discoteca Infinita’. É aqui onde o jogo realmente dedica seus esforços.
Com uma boa lista de músicas iniciais, a ideia é bastante direta: jogar, superar desafios, pontuar e se estabelecer em rankings, desbloqueando novas músicas.

O jogo também permite que a gente coloque nossas próprias músicas, o que é bem legal e reforça a ideia de uma discoteca infinita.
Pensando numa música que pudesse combinar com a vibe do game, tentei colocar a famosa Rasputin, do grupo Boney M. Até que ficou legal e foi bem divertido lutar no ritmo dela, mas tive certa dificuldade pra configurar e fazer as batidas se encaixarem com precisão.

Tô curioso pra ver o que a galera vai fazer com esse modo, além de ficar de olho em possíveis tutoriais para colocar novas músicas.
Quero poder voltar no game sabendo melhor o que fazer no editor e colocar as músicas que eu quiser. Afinal, experimentar a porradaria do game ao som de músicas que gostamos é ainda mais maneiro!

Dance, golpeie e divirta-se
Dead as Disco é diversão garantida. É muito difícil não se empolgar já nos primeiros minutos de jogo. Em vários momentos me peguei com um sorrisão no rosto, dançando na frente do PC com o controle na mão.
Embora algumas funções ainda estejam bloqueadas como o modo Multiplayer ou o que parecem ser novos bosses, o jogo aparenta ter um futuro promissor.
Até o momento, além do acesso antecipado, o jogo conta com uma demo jogável e que já consegue mostrar bastante do que falei por aqui.
Vale bastante a pena se juntar ao Charlie e se deixar contagiar!
Busque seu devido lugar nos rankings musicais: o topo!


![[REVIEW] Vale a pena logar para CITY HUNTER?](https://static.wixstatic.com/media/010580_3083331e7d2543c1a0e5bc50230ac1f2~mv2.jpeg/v1/fill/w_980,h_551,al_c,q_85,usm_0.66_1.00_0.01,enc_avif,quality_auto/010580_3083331e7d2543c1a0e5bc50230ac1f2~mv2.jpeg)
![[REVIEW] 1000xRESIST: Uma experiência que permanece e permanece e permanece](https://static.wixstatic.com/media/010580_e6489ee4752b4b6a88a17186cdd2e666~mv2.jpg/v1/fill/w_980,h_551,al_c,q_85,usm_0.66_1.00_0.01,enc_avif,quality_auto/010580_e6489ee4752b4b6a88a17186cdd2e666~mv2.jpg)

Comentários