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[REVIEW] Vale a pena logar para Hungry Horrors? (Acesso antecipado)

Atualizado: 3 de fev.


Capa do jogo Hungry Horrors

Hungry Horrors é um deck builder e roguelite. E se você gosta desses dois gêneros, esse jogo é um verdadeiro prato cheio.


O primeiro jogo da Clumsy Bear Studio já chega com um tempero a mais. Desenvolvido por um casal, o título traz alguns elementos um tanto quanto diferentes. Para começar, não derrotamos os inimigos, os Horrores Famintos, com armas convencionais ou feitiços de grande efeito mágico. Aqui, vencemos pela barriga.


Gameplay de bom gosto

Cada fase acontece em um bioma diferente, com três inimigos únicos, além de um inimigo padrão presente em todas as fases, e um chefe que é enfrentado após finalizar os dez combates daquele bioma. O jogo apresenta um sistema de turnos no qual sempre iniciamos a rodada. O inimigo, por sua vez, alterna entre ataque, multiplicador de vida baseado na fome e avanço. Caso ele avance todas as casas permitidas, que variam de quatro a sete, a princesa é derrotada instantaneamente, embora também seja possível perder apenas sofrendo dano direto de seus golpes.


Cartas do combate de Hungry Horrors

O combate é completamente inovador, já que alimentamos os inimigos para derrotá-los. Os combos são simples e criam multiplicadores de dano. Por exemplo, existem cartas que suprem o desejo por salgado e que, ao mesmo tempo, criam o desejo por azedo. Se houver uma carta azeda na mão, o combo pode ser realizado. As cartas não se limitam a apenas dois sabores, já que também temos doce, amargo e outros.


Cartas do combate do jogo Hungry Horrors

Nem todos os horrores, porém, apreciam os mesmos pratos. Cada inimigo pode amar, gostar, não gostar ou odiar determinados sabores. Quando um prato é amado, o dano da carta é multiplicado por três. Se o inimigo apenas gosta, o dano é o base. Caso não goste, não há dano, mas o combo é mantido. Já quando o horror odeia o prato, todo o combo é perdido, pois ele cospe todas as comidas que o alimentaram.


A princesa preguiçosa

Imagem do jogo  Hungry Horrors, princesa e Merlin

A história não se aprofunda muito, ao menos no Acesso Antecipado, que corresponde ao Ato 1. Acordamos em uma masmorra e logo encontramos uma gata mágica que fala, responsável por apresentar o tutorial do jogo. Esse tutorial, inclusive, nos força a morrer para explicar de forma direta o funcionamento do sistema de roguelite. Durante o início e praticamente todo o Ato 1, a personagem principal se recusa a cozinhar por ser da realeza e deseja apenas voltar para sua cama quentinha e confortável. Com o tempo, ao perceber que não há outra opção, a princesa começa a aprender novos pratos e, eventualmente, encontra sua cama em diversas salas após as batalhas. Paralelamente, ela aguarda a chegada de seu herói, um príncipe que outros personagens dão a entender que já não está mais entre nós.


Os demais personagens funcionam principalmente como alívio cômico ou oferecem missões secundárias, que podem ser realizadas após derrotar o chefe de cada bioma, sem a preocupação de precisar voltar áreas anteriores ou perder itens.


O jogo tem forte inspiração na culinária e na cultura irlandesa e britânica, trazendo pratos típicos e monstros retirados do folclore local.


Quando a azia bate

Hungry Horrors me fisgou como poucos jogos. Joguei por quase dez horas, mas um detalhe acabou deixando a experiência salgada demais: a curva de dificuldade. Ela sai do alto de um castelo de areia direto para o pico do Monte Everest, sem qualquer aviso. Em um momento você está derrotando inimigos com um único golpe e, no outro, não consegue passar nem da primeira fase do bioma.


Hungry Horrors, bioma da floresta

Apesar dessa ressalva, o jogo é facilmente digno de quatro logadas. Trata-se de um deck builder extremamente criativo, cativante e viciante, cheio de cultura e feito com muito amor. Aguardo ansiosamente o lançamento do segundo ato para finalmente concluir a história da nossa tão querida e mimada princesa.


Não deixem de colocar esse incrível indie na sua lista de desejos da Steam. E, se tiverem a oportunidade, joguem Hungry Horrors e assistam The Bear. Até o final do jogo e da série, vocês provavelmente se sentirão o novo Jacquin.




1 comentário


Juliana Bolzan
Juliana Bolzan
27 de jan.

Amei! Quero jogar

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