[REVIEW] Vale a pena logar para APHELION?
- Daniel Gomes

- 28 de abr.
- 3 min de leitura

Desenvolvido e publicado pela Don't Nod, temos em mãos Aphelion, um jogo de ação e aventura em terceira pessoa, com fortes elementos de exploração e foco em ficção científica. O lançamento está previsto para o dia 28 de abril de 2026, disponível, até o momento, para PlayStation 5, Xbox e PC (Steam).
Um pouco da história
Em 2060, o planeta Terra se tornará inabitável. Sabendo disso, a humanidade intensifica os estudos interplanetários; fruto disso, temos a descoberta de um novo planeta, Persephone, no limite do Sistema Solar, sendo a melhor e, provavelmente, a última chance da humanidade.

A Agência Espacial Europeia (ESA) lançou a missão científica Hope-01 com dois de seus melhores astronautas, Ariane e Thomas, com a missão de analisar o planeta e determinar se a humanidade pode se estabelecer neste planeta congelado.
Nossa aventura começa em meio ao caos. Durante o pouso, temos complicações e, na queda da espaçonave, os dois astronautas são separados e lançados em diferentes regiões do planeta. Portanto, isso os leva a uma busca desesperada por notícias um do outro, enquanto exploram e descobrem os segredos desse planeta inexplorado e brutal.

Progressão
A progressão do jogo é bem tranquila. Ele possui uma duração de aproximadamente 8 a 10 horas, dependendo do estilo de jogo. Trata-se de um jogo curto, mas isso, de forma alguma, é um problema.

Conforme avançamos, somos apresentados a diferentes mecânicas presentes no planeta. Além disso, pude notar cerca de três a quatro biomas distintos, cada um com suas próprias mecânicas para progressão, seja na escalada ou na resolução de puzzles. Tudo é simples, mas extremamente eficaz, tornando a experiência muito agradável.
Mundo e exploração
Confesso que, apesar de não ser um estilo de jogo que chama a minha atenção, minhas expectativas foram superadas conforme fui avançando. O jogo conseguiu me prender logo nos primeiros minutos de gameplay. Fiquei fascinado com a forma como tudo funcionava e como os acontecimentos se desenrolaram. E essa sensação se manteve durante toda a minha experiência.

A parte de exploração do jogo é muito tranquila e bastante intuitiva. Não tive muitas dificuldades para explorar, perceber caminhos e resolver alguns puzzles. Além disso, podemos jogar com os dois personagens, tanto com Ariane quanto com Thomas, e cada um possui um estilo de jogo diferente.
Quando jogamos com Ariane, o estilo é mais vertical, principalmente na exploração do planeta e na compreensão da biodiversidade do local. Já com Thomas, a gameplay é mais calma e lenta, exploramos mais as mecânicas do jogo, apetrechos e ferramentas, com muito foco na resolução de puzzles e na compreensão da história.

Não senti muita dificuldade na exploração, pois, como já mencionei, tudo é bastante intuitivo, principalmente na parte de escalada. O foco realmente está em descobrir a história e entender o que está acontecendo no planeta. Além disso, cada personagem possui uma visão diferente dos acontecimentos, reunindo informações distintas, o que contribui para montar o quebra-cabeça da narrativa.
O jogo não é apenas exploração, há também uma forte presença de investigação sobre o que está acontecendo naquele lugar. Além disso, temos a mecânica de um perseguidor, uma forma de vida existente no planeta que, em determinados momentos, persegue os personagens, trazendo uma boa dose de tensão.

Confesso que essa foi a mecânica mais desafiadora, pois, em algumas partes, precisamos avançar de forma mais furtiva. Esse perseguidor é extremamente inteligente, apesar de não conseguir nos ver, ele consegue nos ouvir. Então, qualquer erro pode ser fatal.
Sobre o mundo e as paisagens do jogo, o que posso dizer é que são belíssimas. Em diversos momentos, parei apenas para observar o ambiente. Em algumas situações, estamos em montanhas altíssimas, de onde é possível ver todo o desenho do planeta. Em outras, exploramos desertos ou cavernas, o que muda completamente a ambientação. Além disso, os desenvolvedores exploraram muito bem essa variedade, que, ao meu ver, é um dos pontos fortes do jogo.

Não posso deixar de destacar também a parte sonora, que me chamou muita atenção. Recomendo que todos joguem com um bom headset para aproveitar ao máximo, pois o som é simplesmente incrível. As músicas são maravilhosas e, além disso, senti fortes referências ao filme Interestelar. Com toda certeza será uma experiência sonora marcante.
Problemas encontrados
Infelizmente, nem tudo são flores. Durante a minha experiência, observei alguns problemas técnicos. Em certas partes de escalada, os comandos não respondiam corretamente, e o personagem travava em algumas bordas. Além disso, notei alguns problemas de câmera.
Mas, isso é compreensível, já que joguei uma versão de acesso antecipado. Portanto, é provável que esses problemas sejam corrigidos até o lançamento.
Vale a pena jogar Aphelion?
Com toda certeza, vale a pena jogar Aphelion.
É um jogo com uma proposta simples, mas extremamente cativante. A atmosfera proporciona uma experiência envolvente e, além disso, carrega uma forte carga emocional. Portanto, pode se preparar, essa é uma experiência que vale cada minuto.




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