[REVIEW] Vale a pena logar para PRAGMATA?
- Vai Logar Hoje?

- 29 de abr.
- 4 min de leitura
Por Wilker Teixeira

Elogiar a Capcom hoje em dia é uma tarefa muito fácil, uma vez que o histórico recente da gigante japonesa tem colaborado com isso.
Com tantos lançamentos grandes e acertados ultimamente, ela consegue votos de confiança sem muito esforço, seja pra jogos de franquias mais do que estabelecidas como os recém-lançados Resident Evil Requiem e MH Stories 3, como para uma IP totalmente nova como Pragmata.

Ainda assim, por se tratar de algo totalmente novo, recorri àquilo que, na minha opinião, deveria ser obrigatório em todo jogo: a Demo! Foi a partir dela que passei a ficar bastante curioso sobre a trama, sobre a gameplay inovadora e de automaticamente me apegar aos personagens principais. Logo, não hesitei e fiz a compra antecipada.
Tudo ficou ainda melhor quando a Capcom Brasil, através de um trailer, anunciou que, além das legendas, o jogo também contaria dublagem em nosso idioma. Tudo isso me dava uma certeza: Pragmata seria mais um acerto.

Diversão em primeiro lugar
Toda a premissa do jogo é bastante direta. Hugh, nosso protagonista, e sua equipe são enviados à Lua para investigar uma instalação automatizada de produção que parou de enviar sinais à Terra. No entanto, logo de cara, são recebidos por robôs controlados por uma IA que se rebelou e toda a missão vai por água abaixo.
Gravemente ferido e sendo o único sobrevivente, Hugh é encontrado e salvo por uma criança que andava perdida pelo local: a Pragmata Diana. Juntos, a dupla une forças para poder escapar dessa instalação, superando diversos desafios e descobrindo as verdades por trás de tudo.

É através dessa união que nasce a gostosíssima gameplay. Diana hackeia para encontrar aberturas e manipular o funcionamento dos robôs, Hugh fuzila. Diferente do que eu pensava, o jogo não é nem um pouco repetitivo nesse aspecto. As diversas habilidades, armas, combinações de hackeamento como aquecimento, aumento de dano e até confusão (que faz os inimigos se atacarem) fazem do combate de Pragmata um dos pontos mais altos do jogo. O sentimento é o de sempre querer estar lutando, correndo, pulando, atirando, hackeando e... repetindo! É MUITO divertido fazer tudo isso enquanto exploramos cada cantinho.

Naturalmente, além dos diversos inimigos que enfrentamos ao longo do jogo, também temos as boss fights. Elas são lindíssimas, às vezes até assustadoras pelo tamanho do chefe, e é quase como se o jogo estivesse botando à prova tudo que aprendemos até ali.
Todas funcionam muito bem, são muito divertidas e desafiadoras na medida certa. Não senti que o jogo erra a mão, nem facilitando demais, nem dificultando demais, é tudo bem equilibrado. Ainda assim, o nível de dificuldade está lá para ser alterado se precisar de uma mãozinha extra.

Eu quero ter uma filha e você também vai querer
Apesar de ter um combate tão bom, o ouro de Pragmata, pra mim, está no cerne da relação entre Hugh e Diana. Eu nem falo da história em si, que é boa, até emocionante, mas direta ao ponto, entregando o que precisa entregar.
Eu falo das diversas interações que vão moldando a personalidade de cada um deles e sempre aquecendo um pouco mais nosso coração. A Diana é incrível! E eu não me lembro de, nos jogos, ver uma criança TÃO carismática e tão... criança?! Ela é maravilhosa.

Como o jogo se baseia em exploração de pequenos cenários e combate frenético, é muito normal ficarmos sem recursos. Com isso temos nosso abrigo, quase uma grande safezone de Resident Evil, feita de uma forma própria aqui.
É nela que vamos melhorar nossos equipamentos, desbloquear itens de cosméticos, aprender mais sobre os inimigos e a instalação em si, poder jogar certos “minigames” em formato de desafios e o principal: ter as melhores interações com a Diana e seus diversos brinquedos coletados durante o game.

É muito bonito ver o Hugh ensinando pra ela como as coisas são na Terra, como era sua infância e como os brinquedos funcionam. Vários momentos entre eles são bem tocantes e engraçados, dando toda a cara ao que Pragmata é. Ainda não sou pai e sempre amolecia nesses momentos, fico imaginando quem já é...

Às vezes, videogame é só... videogame
No geral Pragmata é extremamente competente em tudo que faz. Não tenta ser maior nem menor do que deveria. Tenta apenas ser um bom jogo, com uma boa experiência e uma boa história pra contar, e faz isso com perfeição. Na minha experiência não tive bugs ou problemas de controles. Na verdade, em muitos momentos, me senti, sei lá, em 2005, jogando jogos onde não importava muito o quão ganancioso ele é em seus aspectos. O que importava era a diversão e aqui não falta.
O único ponto que pode deixar a desejar é a repetição no level design. Em vários momentos os cenários, apesar de lindíssimos, pareciam se repetir, principalmente na segunda metade do game e em áreas mais fechadas. No entanto, vale lembrar que estamos falando de uma instalação numa base lunar, não sei se muita coisa poderia ser feita tão diferente.

Novas ideias sempre animam
Estou muito curioso pra ver se, no futuro, estaremos falando de Pragmata como uma franquia. Por enquanto, ter uma nova IP de uma empresa do tamanho da Capcom é bastante animador. Fico muito feliz quando um jogo tão bom é resultado de novas ideias, novas experiências e novos times de desenvolvimento.
O final emocionante deixou uma esperança, um "gostinho de quero mais". Torço pra que o sucesso de Pragmata traga, além de sua continuação, inspiração para outras grandes desenvolvedoras.


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